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TEXTO ESCRITO POR PAULO JOSUÉ

Mais de uma centena de amigos e conterrâneos foram levar o derradeiro abraço ao amigão Cirico. Acir Silveira Lopes, faleceu às 16:30 do dia 03 passado no Hospital Ernesto Dornelles, em Porto Alegre, onde morava.

A esposa dona Anoelci, mais os filhos Sergio, Carlos Alberto, Carlos Eduardo e Sandra se viram cercados de parentes e amigos, mais os colegas de farda pois Cirico reformou-se como sargento da Brigada Militar e todos se referiam com muito carinho ao “sargento Acir”, lembrando dos tempos em que jogou como centro-avante da seleção da Brigada, ou da época complicada em que serviu no Presidio Central.

Na casa ali perto, na Rua Ari Tarragô, a conversa continuava sendo futebol. Sempre torcendo pelo seu Internacional e querendo saber noticias da terra natal.

Ele foi um dos maiores centro-avantes dos tempos áureos do campo do Humatá. Surgiu como um fenômeno no Independente da vila Cândida, levado pelo Dalve Rocha, encantado com a tecnica e desenvoltura do guri magricela que só tinha 13 anos. Antes dos 15, já era titular do Humaytá, onde jogou com Chôcho, Carlos Castilhos, Chitinha e Gelso Brum, seu ídolo no futebol.

Na pesquisa para meu livro “Cacequi dos meus recuerdos”, - onde tem foto do Cirico na pag. 160- ouvi do Tuta, outro craque cacequiense, que Cirico foi o maior goleador do seu tempo.

Nos seis anos em que disputou o Municipal, entre os anos de 1957 e 1962, Cirico foi o goleador absoluto, com 26 gols no ano de estréia, com a camisa 11:

- Apesar de ter somente um metro e setenta, sempre fiz muito gol de cabeça. Eu vinha de trás, da ponta para o meio e me enfiava em direção ao gol. Sempre fui muito tecnico e batia forte na bola – relembrava com indisfarçavel melancolia.

Cirico tinha 72 anos, e esteve internado por um mês e meio para operar de um joelho. Informações da família dão conta que veio a contrair uma bactéria que culminou em infecção generalizada.

Na ultima edição do Volta ao Pago, o reencontro dos cacequienses promovido anualmente em Esteio, Cirico foi homenageado pela Comissão Organizadora e mais de 20 colegas que reconheciam e homenageavam seus feitos na história do futebol de Cacequi.

Emocionado, há época já com dificuldades para se locomover em função do antigo problema no joelho, Cirico estava acompanhado de toda a família, de quem viveu e morreu cercado.

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